Archive for the 'Conversas' Category

Correndo contra o tempo

Vou fingir que não faz um tempão que eu não escrevo por aqui, tá? Vou fingir que foi por causa do fim das aulas aqui na faculdade, por causa dos milhões de trabalhos que tive que entregar, ou por causa dos novos livros que tenho lido. Vou omitir as horas que passei vendo filmes e seriados no computador e outras tantas que passei tomando sol no gramado da faculdade!

Porque, no fim, a verdade é que foi pura sem-vergonhice! TIrei férias do blog mais uma vez!

Mas vamos ao que interessa: tenho menos de um mês de viagem, meus compromissos com a faculdade acabaram e eu agora preciso ir conhecer tudo que falta!

Programei uma semana para dar uma volta pela Irlanda (obrigada, RyanAir, por existir!), existe uma grande chance da minha mãe vir passar uma semana aqui em Londres comigo (e me ajudar com as malas!) e nas outras duas semanas, vou fazendo bate-e-voltas! O foco são as ilhas britânicas, apesar da imensa vontade de explorar a Europa…

Vou tentar postar pelo menos esses novos passeios!

E dia 6 de junho, estarei de volta ao Brasil! Para o meu terceiro inverno seguido! 😀

ps: apesar da ausência, tenho respondido todos os comentários via email. Se eu esqueci alguém, avisem!

Sim, sim, eu sumi!

Ah, se os meus pensamentos pudessem ser transferidos via cabo USB diretamente para o computador, juro que o sumiço teria sido menor! 😆

Mas como ainda não inventaram esse acessório de conectividade, eu estou tendo que lutar contra a preguiça que me acometeu. As coisas aqui no curso deram uma apertada, tive que produzir uns textos longos sobre assuntos que não domino completamente e em inglês, então posso colocar parte da culpa aí. Mas estaria sendo muito cara-de-pau dizendo que essa foi a única causa do desaparecimento.

Continuo fazendo de tudo, não paro um instante! Mas sempre que paro na frente do computador para organizar e formatar as fotos, pensar no texto… aí complica! Durante os passeios vejo tantos lugares fantásticos que quero mostrar para vocês, mas quando volto para meu quarto, sempre arranjo outra coisa para fazer.

Vou tentar colocar agora um pouquinho do que fiz nessas últimas semanas, em posts curtos, só para constar.

Afinal, estarei viajando pelas próximas 3 semanas e aí sim que a produção vai ser lenta!

Colocarei por último o roteiro do meu Easter Break – uma pausa nas aulas que é comum por aqui – que vai incluir Portugal, Espanha e Reino Unido!

Voando com a RyanAir

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Minha viagem para Cartagena foi minha primeira experiência com a RyanAir e eu queria deixar registrado aqui como foi programar toda a viagem pela internet e minhas impressões sobre essa companhia!

Bom, comprei minhas passagens com quase um mês de antecedência, pelo site da empresa, procurando as mais baratas. Nessa etapa o mais importante é não esquecer que os preços que aparecem na primeira busca não incluem as taxas. No meu caso, por exemplo, as passagens que custavam apenas 1 centavo de libra, com as taxas acabaram ficando por volta de 20 libras cada perna.

Além disso, depois de adicionado o valor das taxas, na próxima etapa deve-se decidir o número de bagagens que se levará – 3 libras por volume – e também a necessidade de seguro.

Se você não estiver levando nenhuma bagagem além da de mão, você poderá fazer seu check-in pela internet, garantindo prioridade no embarque. Se tiver que despachar alguma mala e ainda quiser prioridade, terá que pagar mais 3 libras.

E qual é a vantagem dessa prioridade? Você fica na fila que entra primeiro no avião. Na RyanAir não tem essa de assento marcado, é na base do primeiro a entrar, primeiro a sentar. A prioridade de embarque te dá um possibilidade ligeiramente maior de sentar em um lugar que você goste.

Voltando à compra da passagem, depois de decidir essas coisas em relação a bagagem, ainda existe outra taxa que talvez tenha de ser paga dependendo da forma de pagamento.

No fim das contas, mesmo com a somatória desse monte de taxas e adicionais, o preço ainda é extremamente vantajoso.

Bom, reservei minhas passagens e imprimi as confirmações. Devo dizer que a sensação de ter dois papéis que eu mesma imprimi como recibo das passagens me deixou um pouco receosa!

Como era minha primeira vez e não sabia se poderia fazer o check-in online por não ser cidadã do Reino Unido, eu decidi fazê-lo no balcão. Foi super tranquilo e muito bem organizado. Entreguei minha folhinha impressa e recebi de volta minha primeira passagem RyanAir!

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 Saí do aeroporto de Luton em direção a Murcia (aeroporto de San Javier) e a minha volta chegou em Stansted. Já conheci ambos os aeroportos da RyanAir numa cajada só!!! 😆

Só um comentário sobre o aeroporto de Luton: fiquei bem impressionada porque esperava bem menos. Achei que seria um aeroporto sem muita estrutura por ser periférico, mas estava redondamente enganada. Muitas lojinhas, livrarias, lanchonetes e mesmo na sala de embarque ainda tinha bastante coisa, incluindo farmácia e um restaurante com uns muffins que deixavam qualquer um babando.

Aqui chega o momento crucial do vôo RyanAir: o embarque. Com a ausência dos assentos marcados, a expectativa em relação à fila de embarque é bem grande. A fila começa a se formar bem cedo e se você tem pretensões de ter alguma escolha quanto ao lugar onde viajará, recomendo que compre a prioridade. Mesmo assim, vai dividir a fila com cerca de 2/3 dos passageiros que também escolhem a prioridade de embarque.

Fui sem prioridade tanto na ida quanto na volta e, na boa, não achei necessário. Foram 2h de vôo e eu não estava nem um pouco preocupada com meu assento. Mas essa sou eu…

O vôo saiu mais do que no horário e chegou também pontualmente. Sobre o serviço de bordo – todo pago a parte – eu não posso opinar porque não utilizei, mas os funcionários – em terra e a bordo – foram extremamente simpático e delicados.

O avião é bem apertadinho, no esquema 3-3, mas também a maioria dos vôos não passa de 3h de vôo. Ou seja, nada que não dê para encarar. Fiquei só impressionada com a lotação do vôo; em plena quinta-feira a tarde, indo para uma cidade não tão famosa… não esperava mesmo! Impressionante como esses ingleses viajam!!!

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A minha volta foi tão tranquila quanto a ida, apesar de que minha impressão sobre o aeroporto de Stansted foi bem inferior em relação ao Luton.

Enfim, minha primeira experiência com uma low cost não poderia ter sido melhor!!! Adorei essa opção de vôo e fico chateada apenas por saber que não temos uma dessas no Brasil – e nem venham me falar da Gol.

Mas quem sabe… estão falando tanto sobre o ex-presidente da JetBlue… estou na torcida!!! :mrgreen:

Só um parênteses

Hoje enquanto voltava de metro para casa depois do meu passeio – que já deve virar um post daqui a pouquinho – cruzei com a seguinte frase estampada em cartazes espalhados pelas paredes:

“We may be a small country but we’re a great one, too. The country of Shakespeare, Churchill, the Beatles, Sean Connery, Harry Potter. David Beckham’s right foot. David Beckham’s left foot, come to that.”

(Nós podemos ser um país pequeno mas somos um grande país também. O país de Shakespeare, Churchill, the Beatles, Sean Connery, Harry Potter. O pé direito do David Beckhan. O pé esquerdo do David Backhan, se você pensar.) 

Para os não fanáticos com eu, essa frase é do filme Simplesmente Amor (Love Actually), o meu filme água-com-açucar favorito. Chegava a asssití-lo uma vez por mês aí no Brasil!!! 😀

love-actually.jpg

O elenco é afinadíssimo, a trilha sonora é uma delícia e aquele sentimento de que o mundo é lindo e que as coisas podem sim dar certo fica com você por um bom tempo depois do fim do filme!

Mas melhor que o discurso acima – que na íntegra é uma bela resposta do Primeiro Ministro inglês, vivido pelo Hugh Grant, ao presidente americano, personagem do Billy Bob Thorton – é a cena inicial, também descrita pelo Hugh Grant. Sempre que assisto me emociono!

Love actually

O discurso completo é esse aqui:

“Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion’s starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don’t see that. It seems to me that love is everywhere. Often it’s not particularly dignified or newsworthy, but it’s always there – fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge – they were all messages of love. If you look for it, I’ve got a sneaking suspision love actually is all around.”

(Sempre que fico deprimido com o estado do mundo, eu penso no portão de desembarque do aeroporto de Heathrow. A opinião geral é que vivemos em um mundo de ódio e ganância, mas eu não enxergo dessa forma. Para mim, o amor está por toda parte. Na maioria das vezes não é nada particularmente gloriosa ou digna de virar notícia, mas etsá smepre lá – pais e filhos, mães e filhas, marido e mulher, namorados, namoradas, velhos amigos. Quando o avião atingiu as Torres Gêmeas, até onde eu saiba, nenhum dos telefonemas das pessoas a bordo eram mensagens de ódio ou vingança – elas eram mensagems de amor. Se você procurar por ele, tenho a suspeita sorrateira de que o amor realmente, está em todo lugar.)

Piegas até, eu sei, mas me desmonta!!!

10.000

Números são traiçoeiros!

Dependendo da roupagem que você dá a eles, podem assumir as mais diferentes verdades. Podem ser grandes, pequenos, infinitos ou ínfimos.

A verdade é que eles sozinhos não significam nada.

Agora se eles vêm cheios de felicidade, novos amigos, novas experiências, crescimento, aprendizado, então comunicam algo muito maior do que seu exato valor!

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Esses 10.000 acessos só confirmam que tudo aquilo se faz com cuidado, dedicação e carinho só tende a agregar coisas boas!

Obrigada a todos pelas visitas nesses 5 meses de vida do blog. Vocês tornaram esse projeto um dos mais interessantes de que já fiz parte!

Achei que meu aniversário passaria sem eu ver o contador atingir 5 dígitos, mas errei um pouquinho! :mrgreen:

Entrando em detalhes

Como tinha prometido, estou escrevendo mais detalhadamente sobre os lugares que visitei em dezembro e começo de janeiro.

Agora que tenho mais tempo para postar dá para mostrar um pouco melhor essas cidades maravilhosas!

Vou deixar essa página no topo do blog sempre que houver uma atualização, com o link para o novo post que será colocado na ordem cronológica!

– Primeiro dia em Paris: Paris sem subir na Torre Eiffel

Samuel Johnson

A Margarida deu a brecha e eu corri para pesquisar. A frase original é essa aí:

“Why, Sir, you find no man, at all intellectual, who is willing to leave London. No, Sir, when a man is tired of London, he is tired of life; for there is in London all that life can afford.”
— Samuel Johnson

“Porquê, senhor, você não acha nem um homem, nem mesmo um intelectual, disposto a deixar Londres. Não, senhor, quando um homem está cansado de Londres, ele está cansado da vida; porque em Londres está tudo aquilo que a vida pode proporcionar.”

A tradução não ficou lá essas coisas, mas deu para pegar o sentido!

Samuel Johnson foi um literário e ensaísta inglês do século XVIII, famoso dentre outras obras pela edição crítica das obras de Shakespeare. Mais informações aqui.

Só para contextualizar, ele não nasceu em Londres, mas foi nessa cidade que ele morreu. Essa frase foi uma resposta a um amigo escocês que se perguntava se as alegrias que Londres proporcionava a ele terminariam caso se mudasse para cá. Ou pelo menos foi isso que li aqui!


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