Arquivo de fevereiro \26\UTC 2008

Voando com a RyanAir

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Minha viagem para Cartagena foi minha primeira experiência com a RyanAir e eu queria deixar registrado aqui como foi programar toda a viagem pela internet e minhas impressões sobre essa companhia!

Bom, comprei minhas passagens com quase um mês de antecedência, pelo site da empresa, procurando as mais baratas. Nessa etapa o mais importante é não esquecer que os preços que aparecem na primeira busca não incluem as taxas. No meu caso, por exemplo, as passagens que custavam apenas 1 centavo de libra, com as taxas acabaram ficando por volta de 20 libras cada perna.

Além disso, depois de adicionado o valor das taxas, na próxima etapa deve-se decidir o número de bagagens que se levará – 3 libras por volume – e também a necessidade de seguro.

Se você não estiver levando nenhuma bagagem além da de mão, você poderá fazer seu check-in pela internet, garantindo prioridade no embarque. Se tiver que despachar alguma mala e ainda quiser prioridade, terá que pagar mais 3 libras.

E qual é a vantagem dessa prioridade? Você fica na fila que entra primeiro no avião. Na RyanAir não tem essa de assento marcado, é na base do primeiro a entrar, primeiro a sentar. A prioridade de embarque te dá um possibilidade ligeiramente maior de sentar em um lugar que você goste.

Voltando à compra da passagem, depois de decidir essas coisas em relação a bagagem, ainda existe outra taxa que talvez tenha de ser paga dependendo da forma de pagamento.

No fim das contas, mesmo com a somatória desse monte de taxas e adicionais, o preço ainda é extremamente vantajoso.

Bom, reservei minhas passagens e imprimi as confirmações. Devo dizer que a sensação de ter dois papéis que eu mesma imprimi como recibo das passagens me deixou um pouco receosa!

Como era minha primeira vez e não sabia se poderia fazer o check-in online por não ser cidadã do Reino Unido, eu decidi fazê-lo no balcão. Foi super tranquilo e muito bem organizado. Entreguei minha folhinha impressa e recebi de volta minha primeira passagem RyanAir!

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 Saí do aeroporto de Luton em direção a Murcia (aeroporto de San Javier) e a minha volta chegou em Stansted. Já conheci ambos os aeroportos da RyanAir numa cajada só!!! 😆

Só um comentário sobre o aeroporto de Luton: fiquei bem impressionada porque esperava bem menos. Achei que seria um aeroporto sem muita estrutura por ser periférico, mas estava redondamente enganada. Muitas lojinhas, livrarias, lanchonetes e mesmo na sala de embarque ainda tinha bastante coisa, incluindo farmácia e um restaurante com uns muffins que deixavam qualquer um babando.

Aqui chega o momento crucial do vôo RyanAir: o embarque. Com a ausência dos assentos marcados, a expectativa em relação à fila de embarque é bem grande. A fila começa a se formar bem cedo e se você tem pretensões de ter alguma escolha quanto ao lugar onde viajará, recomendo que compre a prioridade. Mesmo assim, vai dividir a fila com cerca de 2/3 dos passageiros que também escolhem a prioridade de embarque.

Fui sem prioridade tanto na ida quanto na volta e, na boa, não achei necessário. Foram 2h de vôo e eu não estava nem um pouco preocupada com meu assento. Mas essa sou eu…

O vôo saiu mais do que no horário e chegou também pontualmente. Sobre o serviço de bordo – todo pago a parte – eu não posso opinar porque não utilizei, mas os funcionários – em terra e a bordo – foram extremamente simpático e delicados.

O avião é bem apertadinho, no esquema 3-3, mas também a maioria dos vôos não passa de 3h de vôo. Ou seja, nada que não dê para encarar. Fiquei só impressionada com a lotação do vôo; em plena quinta-feira a tarde, indo para uma cidade não tão famosa… não esperava mesmo! Impressionante como esses ingleses viajam!!!

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A minha volta foi tão tranquila quanto a ida, apesar de que minha impressão sobre o aeroporto de Stansted foi bem inferior em relação ao Luton.

Enfim, minha primeira experiência com uma low cost não poderia ter sido melhor!!! Adorei essa opção de vôo e fico chateada apenas por saber que não temos uma dessas no Brasil – e nem venham me falar da Gol.

Mas quem sabe… estão falando tanto sobre o ex-presidente da JetBlue… estou na torcida!!! :mrgreen:

Olha a preguiça aí, gente!

Pois é, essa semana a preguiça me pegou de jeito. Já sentei na frente do computador umas mil vezes para começar a escrever sobre meu fim de semana mas ainda não teve jeito. A inspiração vou passear e ainda não avisou quando volta! 😆

Ficam então só essas fotinhos para não dizer que não fiz nada…

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(Vista do colégio All Souls, em Oxford, cidade que me fez entender muito mais sobre a Hogwarts do bruxinho Harry Potter)

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(o palácio de Blenheim, lindo, gigantesco, habitado por um duque de verdade e com um quezinho de Disney)

Amanhã tenho aulas o dia inteiro e quinta estou indo visitar um amigo, só volto na segunda! Mas acho que terei bastante o que contar afinal, esse meu querido ex-técnico de vôlei está treinando um time em Cartagena, Espanha! :mrgreen:

Eu AMO Londres!

Terça-feira foi um daqueles dias “loucurinha” que vai ficar marcado para sempre!!! Mas o motivo??? Espere e verá!

Saímos dos dormitórios às 6h da matina, ainda escuro, em direção a Convent Garden, prontos para ficar sentadinhos na calçada, esperando em uma dada fila.

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O frio estava de rachar e, não consigo entender o porquê, quando o dia raiou ficou ainda mais frio. Mas ver aquela parte da cidade amanhecendo foi muito mágico!!!

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Cumprimos nosso objetivo na fila depois de quase 4h e fomos nos aquecer, deitados no sol no Hyde Park.

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(entrada do Hyde Park)

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 (narcisos que já estão tomando conta da cidade)

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(piquenique no parque)

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(largados, recuperando o sono)

Depois de bastante tempo no parque, comendo, escutando música e alimentando os esquilos, resolvemos fazer alguma coisa da vida: conhecer a Harrod’s, a famosa – e gigantesca – loja de departamentos.

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A Harrod’s é imensa e cada andar tem alguma coisa que dá vontade de levar para casa. Um labirinto de consumo de onde todo mundo sai com um pacotinho (ou pacotão, dependendo do seu auto-controle)!

Precisamos sair para dar tempo de jantar antes do nosso comprimisso!

Mas afinal, que raios a gente foi fazer aquele dia? Por o que vale a pena acordar cedo, ficar 4h em uma fila no frio?

Ele:

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Sim, o Ewan McGregor!!!!

Ele e mais um elenco de tirar o fôlego apresentando Othello, um texto poderosíssimo do Shakespeare. Mais do que isso, em um teatro pequenininho, onde a sensação da promiximidade foi inacreditável!

Ele é talentoso demais, juro, não é coisa de fã histérica. A produção é fantática e a noite foi incrível, arrepiante!!!!!!!!!!!!

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E tudo isso por míseras 7,50 libras! 😆

Mas pagaria muito mais e ficaria mais quanto tempo fosse na fila para ver o espetáculo novamente!!!

Eu AMO Londres por me permitir assistir ao Ewan representando tão lindamente esse terrível vilão!!!

Beatles, religião, estivadores e algo mais

No sábado o passeio foi uma mistureba de tudo que vocês podem imaginar!!! Não tentem entender a lógica, foi um daqueles dias que nada fez muito sentido!!! 😆

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Começamos aí nessa colina, Pilmrose Hill, em Camden Town. Mais uma das mil áreas verdes de Londres. É incrível a quantidade de parques que esse pessoal tem por aqui! Muitas crianças jogando bola, pessoas passeando com seus cães e alguns turistas buscando uma vista de Londres!

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Se vocês prestarem atenção aí em cima dá para ver um toldo de tela. É o zoológico de Londres, no Regente Park.

Descemos a colina pelo outro lado e começamos a circular pelo bairro, que é bem residencial, mas com casas maiores do que estava vendo nos meus outros passeios. O destino: Abbey Road, aquela da foto um tanto quanto famosa.

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Não deu para tirar uma foto mutio boa, tentando imitar a capa do álbum porque a rua é extremamente movimentada, fiquei impressionada!

O próximo lugar por qual passamos foi o Lord’s Cricket Ground, onde se joga esse esporte extremamente inglês e do qual não entendo nem um pouquinho. Hoje a Inglaterra já não tem tanta força no esporte, mas em suas antigas colônias como Índia e Austrália o esporte ainda atrai bastante atenção.

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Continuamos caminhando em direção ao Regent Park, quando nos deparamos com essa mesquita.

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O Nathaniel me perguntou se eu já tinha entrado alguma vez em uma mesquita. Com minha resposta negativa, ele sugeriu o passeio.

Coloquei uma echarpe na cabeça – cedida pela recepção da mesquita – e lá fomos nós. Uma mesquita é bem diferente das igrejas católicas e também das sinagogas. Os mulçumanos não acreditam na adoração de ídolos, então o interior é bem austero. Além disso, não existe uma celebração de missa, então não há altar ou púlpito. As pessoas vão a mesquita para rezar, sempre virados em direção a Meca.

Aprendi isso e bem mais lá dentro! Por se tratar da maior mesquita de Londres, eles recebem alguns turistas e estão sempre prontos a explicar seu credo. Foi bem interessante ainda recebemos um livrinho ilustrado para entender o islamismo. 🙂

Depois da aula de religião, foi hora de alimentar o estômago. Paramos no Regente Park para um mini-piquenique, com pizza comprada no bar do parque e morangos!

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O parque estava bem cheio! Os londrinos estão se refastelando com o tempo maravilhoso que tem feito. Apesar da vontade de ficar lagartixando no sol, a beira do lago, escolhemos um museu para visitar!

Mas para que procurar um museu por perto? Fomos logo escolher o Museu de Dockland, do outro lado da cidade!!!

Procurando o metro ali por perto, cruzamos com outro ponto de peregrinação turística:

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Como sou uma pessoa muito mais Hercule Poirot do que Sherlock Holmes, não me interessei por entrar.

Emergir do metro em Canary Wharf fez-me sentir em São Paulo! Não fossem os meadros do rio na paisagem, poderia jurar que estava de volta a Sampa!

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Canary Wharf é uma parte das docas – Docklands – que foi reformada e se transformou na segunda zona de negócios da cidade, com muitas matrizes de bancos e empresas. Mas ao mesmo tempo, o ambiente é uma delícia por causa da água que circunda todos os cantos e os barzinhos simpáticos.

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O museu que visitamos conta a história das docas, que por muito tempo concentraram o principal negócio da cidade e, portanto, se confundem com a própria história de Londres.

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O museu não foi lá MUITO interessante, mas foi legal conhecer, afinal de graça até injeção na testa!!! 😆

Saímos do museu já era noitinha e precisamos de um lugar para jantar. Uma cruzada atrás de um restaurante de tortas – que no fim das contas tinha fechado –  nos levou até Greenwich. Sem as tortas, resolvemos por outra tradição culinária londrina: Fish ‘n Chips. Cruzamos a cidade novamente até Waterloo, onde fica um dos restaurantes indicados como um dos melhores para apreciar essa bomba calórica!

Conversando durante o jantar, comentei com o Nathaniel que ainda não tinha feito alguns dos passeios básicos de Londres, que ainda não tinha passado decentemente pelo palácio de Buckingham, Trafalgar Square, entre outros. Ele ficou meio inconformado e resolvemos então fazer um passeio noturno por esses lugares. Afinal, depois daquele monte de fritura, uma caminhada faria bem!

As fotos a noite não ficaram muito boas – para variar – mas pelo menos agora posso dizer que conheci esses lugares! 😀

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Ufa! Voltando no metro a gente não acreditava como conseguimos fazer uma lambança desse tamanho em um único dia!!! Foi bem legal!!!

Será mesmo Londres?

Na sexta, aproveitando o ânimo que a previsão do tempo me passou – esse hábito inglês de checar a previsão pega, viu? – fui conhecer uma região de Londres conhecida como o Alto Tâmisa, cheia de parques como o Kew Gardens e o Richmond Park.

Minha surpresa já começou ao sair da estação do metrô, em Kew.

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Certeza que ainda estou Londres? Pois é, a menos de meia hora do centro de Londres, essa região é uma dica para quem quer fugir do clima “cidade grande” sem ter que sacrificar muito tempo ou o bolso!

Começando em Kew, um bairro bem residencial, com casinhas de tijolo aparente intercaladas com as branquinhas, jardins super bem cuidados e bicicletas na entrada.

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Além de ser um lugar gostoso para ficar rodando pelas ruazinhas, em Kew ainda fica o Arquivo Nacional…

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… e, mais conhecido, os jardins de Kew, um parque gigantesco, com várias estufas temáticas e um palácio real no centro. Deixei para visitar o jardim mais no meio da primavera para vê-lo florido e fazer valer o ingresso!

Mas não sei se vou precisar esperar muito não… o tempo fora do padrão, com dias ensolarados e poucas chuvas está confundindo as plantinhas, que já começaram a nascer!!! É uma delícia ver a Primavera chegando!!!

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Deixei Kew em um ônibus em direção a Richmond, que não consegui descobrir se ainda é considerada uma cidade separada de Londres ou se já foi incorporada como bairro. Não importa, só sei que vale a visita! 😀

Passei em um café para comprar meu almoço e fiz um mini-piquenique em um gramado no centro do bairro.

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De estômago cheio, fui passear por esse lugar que te faz esquecer o quão próximo se está de Londres. Ô sensação gostosa de cidade do interior…

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A quantidade de pequenas áreas verdes espalhadas pelo lugar e as diferentes vistas do Tâmisa relaxam o mais estressados dos seres!

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Depois de subir essa colina, cheguei ao parque de Richmond, conhecido por abrigar muitos veados!!!

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O Inverno ainda não abandonou o parque. A vegetação seca somada à luz laranja proporcionada pelo sol baixo no horizonte deixou o parque com cara de savana!!!

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OK, exagero… é influência do livro que estava lendo!!! 😆

Mas depois de quase duas horas no parque, ora caminhando, ora lendo meu livro, nada de veadinhos! Cruzei com vários esquilos brincando feito doidos nas árvores e muitos periquitos fazendo festa em bando, mas nada de veados.

O pôr-do-sol foi chegando trazendo a noite e necessidade de voltar para casa.

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Fui me dirigindo para a saída do parque quando…

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Nem podia acreditar! Tudo bem, eram só cinco bichinhos, mas já estavam matando minha curiosidade. Tão pertinho, que se não fosse a prudência – ou melhor, o medo de que alguma coisa desse errado – eu teria tentado passar a mão no bicho!

Saí feliz e contente, já meio correndo, procurando a saída daquele parque gigante quando:

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Sim, esse monte de pontinhos marrons na foto são veadinhos!!! Olha só a quantidade!!!

Pena que já estava muito escuro para tirar fotos decentes para mostrá-los para vocês… vou ter que voltar lá 😀 !!!

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Feliz Ano Novo!

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(as tradicionais lanternas no Soho, Londres)

Não, não estou ficando louca!!! É o Ano Novo Chinês que começa hoje, entrando no Ano do Rato.

Londres tem programação pelos próximos dois meses, então se você estiver vindo para cá, não esqueça de incluir as festividades na sua programação!

E olha a feliz coincidência do destino: esse ano que inicia o ano do meu signo chinês, o ano novo caiu bem no dia do meu aniversário!

Aproveitando a conjunção das estrelas, vou lançar hoje um novo espaço !

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Aumente o volume das caixas e … STOMP!!!!!!!!!!

Stomp Out Loud

Não tive Carnaval por aqui, mas posso dizer que essa batucada aí me deixou incrivelmente emocionada!!! Sem palavras… só estando lá mesmo…

Foi um super presente de aniversário!!!


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