Arquivo para janeiro \31\UTC 2008

Leste, oeste

A tarde de sábado foi o momento de explorar alguns eixos!

Começamos pelo principal eixo de Londres: o rio Tâmisa. Fomos até o Embankment e embarcamos em uma balsa para fazer o passeio no Tâmisa. Essa balsa é parte da malha de transporte da cidade, fica mais como meio de transporte mesmo e por isso é uma dica de economia!

A tarde manteve a beleza da manhã e o sol não desapontou, garantindo a proliferação de lindas cores pelas margens!

boat_thames.jpg

 boat_eye.jpg

O passeio pelo Tâmisa vale muito a pena, principalmente se o dia está lindo como naquele sábado. Os monumentos são os mesmos, mas o ângulo faz toda a diferença!

 boat_stpaul.jpg

(Catedral de São Paulo, Millenium Bridge e um casal conversando!)

 boat_hmsbelfast.jpg

(HMS Belfast e a Tower Bridge ao fundo)

 boat_towerbridge.jpg  boat_towerbridge2.jpg

 (Tower Bridge)

 boat_guerkin.jpg

(London Tower e a City ao fundo)

boat_pessoal.jpg

(minhas companhias no sábado, Nathaniel – NY – e Ben – Washington D.C.)

O destino final do nosso passeio: Greenwich, o bairro do subúrbio de Londres onde passa o primeiro meridiano da Terra. Esse eixo, que define a longitude 0°, juntamente com o seu oposto, a Linha Internacional da Data, também divide o mundo em Ocidente e Oriente!

Ao contrário das linhas latitudinais, os meridianos são definições mais arbitrárias e a posição da origem já mudou inúmeras vezes pela História até que em 1884, em uma conferência em Washington D.C., o Meridiano de Greenwich (estabelecido em 1851) foi escolhido como o oficial.

Acredito que essa escolha tenha sido reflexo direto do papel de potência marítima que a Inglaterra representou.

Mas Greenwich não é só o observatório e o meridiano. Essa região é conhecida pela História marítima e concentra muitos prédios relacionados à navegação britânica.

 greenwich_navalcollege.jpg

greenwich_navalcollege2.jpg

(duas fachadas do Colégio Naval)

Greenwich normalmente entra nos roteiros como uma passadinha rápida no fim do dia, com destino certo: o observatório. Mas esse bairro super charmoso vale um dia inteiro! Muitas atrações gratuitas, como a capela do Colégio Naval…

greenwich_chapel.jpg

… o museu marítimo, com exposições interativas, ótimas para crianças…

greenwich_maritimemuseum.jpg  greenwich_maritimemuseum2.jpg

… o parque e suas vistas espetaculares dos prédios navais, com o distrito de Docklands e Canary Wharf ao fundo…

 greenwich_contraste.jpg

greenwich_vista.jpg

… e também do centro de Londres.

 greenwich_vistalondon.jpg

Mas quase ninguém percebe isso. Andamos calmamente pelo bairro até chegar ao observatório, onde uma grande aglomeração marcava a entrada!

Mas vale a pena!!! Foi incrível como uma linha marcada no chão me fez lembrar de tantas lições aprendidas na época do colégio!

greenwich_pes.jpg

(não achei Sampa, tive que me contentar com o Rio…) 

 greenwich_meridian.jpg

(euzinha, com um pé em cada lado do mundo!)

Quase com o dia terminando, atravessamos a pé o túnel que cruza o Tâmisa, pegamos um dos trens do DLR (incluso no transporte público) para um passeio panorâmico recomendadíssimo pelas docas e terminamos jantando em Canary Wharf!

Com um pôr-do-sol desse, alguém lembra que Londres é a terra da chuva? 😆

pordosol1.jpg

(Hum, lembrei do Monet de novo!!!)

Anúncios

Residencial e chique

Depois que ter feito a maioria dos meus passeios por Londres pelas áreas mais turísicas e centrais, sábado passado foi dia de conhecer uma outra faceta dessa cidade: a dos bairros tranquilos, residenciais e cheios de graça!

nottinghill.jpg

Começamos pelo bairro de Notting Hill, que muito antes de ser conhecido por causa do famoso filme homônino, já era muito visitado por causa de um dos mercados mais conhecidos de Londres, o Portobello Market, que se estende por todo o comprimento da rua de mesmo nome.

Portanto, ao invés de sair caçando a tal porta azul – que pelo visto foi vendida no eBay por uma pequena fortuna – ficamos bastante tempo passeando pelas barraquinhas de antiguidades, cacarecos, frutas e legumes, enfim, um pouco e tudo!

Saímos do mercado sem destino, com a única intenção de nos embrenharmos pelas ruas. As casas e predinhos no estilo Vitoriano foram nos encantando até o bairro de Holland Park, onde as casas foram ficando mais chiques.

kensington.jpg  kensington2.jpg

Dizem que como as casas e prédios são muito parecidos, os moradores tentam caprichar nas portas para tornarem seus cafofos mais distinguíveis! :mrgreen:

portas.jpg  portas2.jpg

Continuamos nossa caminhada na direção que imaginamos ser a do Kensington Garden, mas antes de chegar realmente no jardim, passamos pela rua das embaixadas, com casas maravilhosas e bandeiras estranhas!

Daquele ponto para baixo, o bairro é Kensington e tem muitos prédios de tijolinhos aparentes! Lindo!

kensington3.jpg

Com o desvio pela rua das embaixadas, chegamos ao jardim pela porta dos fundos. Eram os fundos também do palácio de Kensington, a residência oficial da princesa Diana até sua morte.

 palaciokensington.jpg

(Palácio de Kensington)

O jardim de Kensington é uma gracinha, com uma grande lago no centro cheio de patos, gansos e outras aves, doidinhos para arrancar comidas dos visitantes. Além disso, a paisagem de inverno já está se recolhendo um pouco e já podemos ver algumas flores aqui e ali, aguçando a curiosidade pela chegada da primavera!

kensingtongardens.jpg

Do jardim avistamos um monumento e corremos para descobrir qual era!

albertmemorial.jpg

O Albert Memorial é uma dentre várias homenagens ao príncipe Albert, marido da primeira rainha Victoria. Dizem que a rainha amava-o muito e que sua morte prematura afetou muito essa importante figura da realeza britânica.

royalalberthall.jpg

(vizinhança do Royal Albert Theater)

Ainda no bairro de Kensington, outra homenagem ao príncipe é o Royal Albert Theater que segue o estilo vermelhinho do bairro.

royalalberthall2.jpg

Mas Kensington não é só prédios de tijolinho! Descendo em direção ao Tâmisa o estilo Vitoriano volta a tomar conta e mais residências imponentes enfileram-se nas ruas!

kensington4.jpg

Mas o sábado não terminou por aí! A parte da tarde vai no próximo post.

Os tradicionais vermelhinhos!

Acho que existem três imagens que dividem o imaginário público em termos de identificação visual com Londres: os táxis pretos, as cabines de telefone vermelhas e os ônibus de dois andares, também vermelhos!

Como os táxis pretos são ligeiramente menos emblemáticos e bem menos fotogênicos e tirar fotos das cabines é bem difícil, dado o número de anúncios de… digamos… acompanhantes-de-última-hora-que-esqueceram-suas-roupas-em-casa, sobraram os ônibus para mostrar aqui! Além disso, são eles que têm uma história digna de ser compartilhada!

Os tradicionalíssimos ônibus de dois andares que vivem na memória do público já não são mais os mesmo! Sim, eles continuam vermelhos e ainda têm dois andares… mas prestando atenção e brincando de Jogo dos Sete Erros, dá para perceber as mudanças:

londonbus2.jpg

(o novo modelo)

onibusvermelho.jpg   onibusvermelho2.jpg

(o modelo tradicional)

Aí vão elas:

  1. Cabine do motorista separada do público: o motorista só dirigia!
  2. Um cobrador dentro do ônibus para checar as passagens: hoje o motorista é quem checa as passagens, abre/fecha as portas e quando sobra tempo, dirige!
  3. Fundo aberto, utilizado para aqueles momentos de pressa, para correr e saltar no ônibus: os novos só têm uma entrada para evitar as 2 ou 3 mortes anuais causadas pela antiga abertura.
  4. Mais lugares sentados: hoje, adaptados para receber pessoas com dificuldades motoras e carrinhos de bebês, os ônibus contam com menos bancos.
  5. Fabricante: os antigos Routemasters eram feitos no Reino Unido enquanto os novos ônibus são alemães ou suecos.
  6. Exterior: o estilo dos anos 50 deu lugar ao moderno.
  7. Interior: mais barulhentos e com revestimentos de plástico, os novos receberam uma chuva de críticas!

Enfim, intrigas a parte, para pegar um ônibus tradicional, pelo que andei pesquisando, você têm que embarcar em umas das rotas turísticas! Ou dar a sorte que eu dei e cruzar com um deles estacionadinho, pedindo para ser fotografado!

Para mais informações sobre os ônibus antigos, esse site (em inglês) é da Associação Routemaster!

British Museum

Sexta-feira passada foi dia de mais um programa combinado: British Museum + Ballet na Royal Opera House!

Começamos o dia comprando os tickets para o espetáculo. Normalmente, indo no dia do espetáculo, você consegue encontrar os lugares que estão sobrando por preços mais camaradas, então lá fomos nós.

 royalopera.jpg

(a passagem suspensa que conecta a Royal Opera House ao prédio adjacente)

Comprados os ingressos, saimos do Convent Graden em direção ao British Museum.

britishmuseum.jpg

(entrada principal o British Museum) 

brit_pessoal.jpg

Já era meio tarde pro meu gosto e como estávamos em um grupo relativamente grandinho, a visita ao British foi meio enrolada. Mas como a entrada é gratuita, eu considerei minha visita como uma de reconhecimento. Ainda vou voltar lá algumas vezes para conhecê-lo do jeito que ele merece.

Porque o bichinho é gigante, viu? Nossa, tem muita história para contar, de várias civilizações que já passaram por esse planeta!

brit_africa.jpg  brit_africa2.jpg

(parte da coleção da África)

Mas o museum está cercado de controvérsias justamente pela forma como esses objetos foram conseguidos. Depois da época das grandes navegações, quando a Inglaterra superou a Península Ibérica e partiu para conquistar o mundo, os navegadores britânicos entraram em contato com diferentes civilizações. Durante esse período muitos saques foram feitos, trazendo objetos de grande valor histórico e acomodando-os no museum.

Hoje muitas das peças estão sob ação judicial, com os países que foram saqueados exigindo o retorno das obras à sua origem e o British Museum aplicando a política do “achado não é roubado”. O caso mais famoso é este aqui!

Mas polêmicas a parte, existe algo no British Museum que é inquestionável: a imponência da cobertura da sua praça central! Sério, não conseguia parar de tirar fotos…

 brit_teto.jpg  brit_teto2.jpg

Construída em 2000, essa tornou-se então a maior praça pública coberta do mundo! Ninguém merece, né?

Mas deixando de lado a eterna vontade de emplacar alguma coisa no Livro dos Recordes, é incrível como uma obra tão moderna encaixou-se tão bem em um ambiente tão cheio de História!

Lindo mesmo!

brit_teto3.jpg  brit_teto4.jpg

Como comentei, a visita foi inteira entrecortada (tivemos ainda que voltar até a bilheteria do Ballet para comprar mais alguns ingressos), então vou deixar para falar mais das obras na minha próxima visita!

Ainda passeamos um pouco por Londres, vimos o pôr-do-sol na praça Russell…

russellsqr.jpg 

… e depois seguimos de volta à Royal Opera House para encontrar o pessoal que veio só para a apresentação do Ballet Sylvia (link em inglês).

 royalopera2.jpg  royalopera3.jpg

royalopera4.jpg

Esta deve ser a única apresentação grande de ballet que eu lembro ter assistido e devo confessar que, para desgosto da minha vó que já foi bailarina do Municipal de SP, eu descobri que não curto muito apresentações de ballet! É muito clássico para meu gosto…

Mas de qualquer forma, a apresentação foi maravilhosa e é impressionante o que aquele pessoal consegue fazer, com toda aquela leveza!

Voltamos para casa todos saltitantes e rodopiantes!

10.000

Números são traiçoeiros!

Dependendo da roupagem que você dá a eles, podem assumir as mais diferentes verdades. Podem ser grandes, pequenos, infinitos ou ínfimos.

A verdade é que eles sozinhos não significam nada.

Agora se eles vêm cheios de felicidade, novos amigos, novas experiências, crescimento, aprendizado, então comunicam algo muito maior do que seu exato valor!

muitosbaloes.jpg

Esses 10.000 acessos só confirmam que tudo aquilo se faz com cuidado, dedicação e carinho só tende a agregar coisas boas!

Obrigada a todos pelas visitas nesses 5 meses de vida do blog. Vocês tornaram esse projeto um dos mais interessantes de que já fiz parte!

Achei que meu aniversário passaria sem eu ver o contador atingir 5 dígitos, mas errei um pouquinho! :mrgreen:

Entrando em detalhes

Como tinha prometido, estou escrevendo mais detalhadamente sobre os lugares que visitei em dezembro e começo de janeiro.

Agora que tenho mais tempo para postar dá para mostrar um pouco melhor essas cidades maravilhosas!

Vou deixar essa página no topo do blog sempre que houver uma atualização, com o link para o novo post que será colocado na ordem cronológica!

– Primeiro dia em Paris: Paris sem subir na Torre Eiffel

Samuel Johnson

A Margarida deu a brecha e eu corri para pesquisar. A frase original é essa aí:

“Why, Sir, you find no man, at all intellectual, who is willing to leave London. No, Sir, when a man is tired of London, he is tired of life; for there is in London all that life can afford.”
— Samuel Johnson

“Porquê, senhor, você não acha nem um homem, nem mesmo um intelectual, disposto a deixar Londres. Não, senhor, quando um homem está cansado de Londres, ele está cansado da vida; porque em Londres está tudo aquilo que a vida pode proporcionar.”

A tradução não ficou lá essas coisas, mas deu para pegar o sentido!

Samuel Johnson foi um literário e ensaísta inglês do século XVIII, famoso dentre outras obras pela edição crítica das obras de Shakespeare. Mais informações aqui.

Só para contextualizar, ele não nasceu em Londres, mas foi nessa cidade que ele morreu. Essa frase foi uma resposta a um amigo escocês que se perguntava se as alegrias que Londres proporcionava a ele terminariam caso se mudasse para cá. Ou pelo menos foi isso que li aqui!


Total de...

  • 196,484 visitas... ou viagens!!!